Me acostumei com a dor
A dor de sorrir e chorar
Me acostumei com a falsa alegria que expresso
A não me importar
Minha alma pede socorro
Mas meu corpo continua parado
Permaneço muda. Inalcançável.
Vivo só!
Minhas loucuras me perseguem
Me acostumei a chorar
Silenciosamente
Trancada em meu quarto
Atormentada por lembranças
Deixei de sonhar...
Meus sonhos não passam de
Velhos livros empoeirados no sótão
Me acostumei a morrer
E morro todos os dias
Do amanhecer ao anoitecer
Sem esperanças
Apenas morro
Apenas...
