segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Suicídio



Parar meu sangue me amarrando em seus cabelos
Afogar-me nos seus olhos
Ser devorado por seus lábios
Perfurado por seu sorriso
Derrapar na curva do seu pescoço
Fraturar-me por inteiro ao cair em seu decote
Deliciar-me com a overdose em cada pinta do seu corpo
Conhecer a mor.te e não fugir dela

Seus gemidos, meu traumatismo.
Seus toques, minha arritmia.
Seu brilho minha cegueira
Sufocar-me quando não me rouba o ar
Engasgar quando não te abraçar.
Intoxicante é ao seu lado 
Expansivo como um vírus descontrolado

Bung Jump sem corda
Comprimidos sem receita
Pulsos dilacerados
Se apaixonar sem medo de estar errado
Este suicídio previsto nos garante a escolha.
Se a vida é nossa sina sem nos darem opção
Que ao menos nos deixem. Morrer de paixão.
Encontrei esse texto numa comunidade do orkut, e achei o texto perfeito demais onde me identifiquei muito.
Espero que gostem.
BEIJINHOS MACABROS A TODOS E TENHAM UM BOM DIA.   :) 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Eu ainda não chorei


Eu já não sonho... 
Meu coração ainda está pesado, se arrastando por esses túneis vazios e escuros que surgiram dentro de mim.
As paredes sangram e gemem, parecem até fantasmas, fantasmas que ficaram presos dentro de mim.
Posso ver, ouvir e senti-los. São tão frios e úmidos parecem mais um labirinto, um labirinto cheio de ódio e dor.
Eu corro atras de algo que ainda não descobri o que é.
Eu ainda não chorei...
Fecho os olhos e quando os abro novamente, estou cercada por espelhos. Eu me via dentro dos espelhos, eu sangrava e chorava. 
"Eu odeio tudo que você ama..." Disse uma voz. "E eu amo você, porque você se odeia"
Eu não conseguia me lembrar de onde eu já escutara essa voz, quando todos os espelhos quebraram e já não havia chão embaixo dos meus pés.
Eu caí...
Enquanto caia eu sentia como se tivesse correntes rasgando toda a minha carne, eu sangrava, mas mesmo assim não sentia dor.
E nesse instante enquanto eu estava caindo num buraco sem fim, que surgia na minha frente um outro ser que chorava desesperadamente.
Levantei minha mão para tentar toca-lo e quando nossos dedos encostaram um no outro as correntes me prenderam mais e mais de um jeito que eu não conseguia me soltar. Eu caia e caia, e nunca tinha fim. Eu não sentia dor, e aos poucos fui ficando cada vez mais fraca, e o sangue que escorria pelo meu corpo estava começando a secar.
"Seria esse o fim?"

Não me lembro o que eu estava procurando ou se eu realmente estava à procura de algo eu só sei que naquele dia eu ainda não tinha chorado.